Em abril de 2021, o psicólogo Adam Grant descreveu no The New York Times a sensação de desânimo que muitos viviam durante a pandemia, batizando-a languishing. Não é depressão; é um vazio que tolhe a alegria, a curiosidade e a energia. O conceito ganhou corpo com Corey Keyes, sociólogo da Emory, que apresenta uma receita prática de vitaminas para restaurar o sentido da vida. A ideia central é simples: o que nos faz sentir relevantes não é apenas o que fazemos, mas com quem fazemos, o que aprendemos e o que damos significado. Esse arcabouço oferece ferramentas pró-ativas para autocuidado, relacionamentos, propósito e diversão, úteis tanto para indivíduos quanto para equipes que buscam evolução e resiliência.
Vitamina 1: aprenda algo
Inicie um hobby novo e explore temas pela curiosidade de descobrir, sem a pressão de se tornar craque. Aprender desperta a curiosidade e reacende a capacidade de crescimento que todos carregamos dentro de nós.
Vitamina 2: invista em relacionamentos
Busque pessoas em quem confia para conversas profundas e gratificantes. Priorize relações recíprocas; dedique tempo àquelas que alimentam seu espírito. Relações acolhedoras ajudam a reconstruir a confiança e lembram que não precisamos navegar sozinhos.
Vitamina 3: busque a espiritualidade e a transcendência
Passe mais tempo em contato com a natureza e engaje-se em práticas contemplativas que façam sentido para você. Crie espaços de reflexão sobre o que dá significado à vida. A transcendência oferece perspectiva e base contra o estresse diário.
Vitamina 4: encontre um propósito
Contribua com algo que faça sentido para você, seja trabalho voluntário, mentoria, ativismo ambiental ou proteção dos animais — uma causa que expanda sua vida. Valorize as pequenas realizações diárias e transforme interesses de longa data em ações significativas. Um propósito resgata a percepção de que sua vida tem valor.
Vitamina 5: encontre tempo para se divertir
Participe de atividades apenas por prazer, sem foco em resultados. Opte pelo lazer ativo, em vez de um consumo passivo como redes sociais e TV. Permita-se momentos de humor, leveza e experimentação. Divertir-se restaura a energia, a imaginação e a flexibilidade emocional.
Arte e terapia no tratamento de saúde mental
Nesse conjunto, a prática artística e a terapia aparecem como caminhos que complementam a ciência da mente: o diálogo entre ciência, expressão criativa e cuidado humano pode potencializar hábitos que ajudam pessoas e equipes a se reorganizarem diante de adversidades. No ecossistema SPIND, essas ações ganham forma em rotinas simples: check-ins de bem-estar, espaços de reflexão, mentorias e atividades criativas que fortalecem vínculos, propósito e resiliência.
Ao olhar para 2026, é possível vislumbrar uma integração ainda mais sólida entre neurociência, cuidado emocional e liderança consciente. O languishing deixa de ser apenas um estado de passividade para virar um convite à ação: cada vitamina se transforma em prática cotidiana que alimenta autocuidado, redes de apoio e significado no trabalho e na vida privada.
🔍 Perspectiva baseada na notícia: There’s a Name for the Blah You’re Feeling
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